c.e.m

Programa

PRÁTICAS DE CORPO

PRÁTICAS DE CORPO

com Sofia Ó
Segundas das 11h às 13h

praticar a dança como experiência de estarcom e como espaço de fabulação de outros possíveis.

dançar nos atravessa e conecta (e não só entre nós, humanos e mais-que-humanos que partilhamos esse aquieagora que, neste caso, será o estúdio do cem).

como podemos continuar nutrindo nossas existências, inventando vidas no “impossível” (planeta terra, 2026)?

praticamos a possibilidade de sermos dançados e, também, as possibilidades de recusar e insistir. embaralhar planos, remexer assentamentos, confiar nos mistérios: esse exercício ético contínuo de insistir na vida e na nutrição de vitalidades.

 

Sofia Ó (São Paulo, Brasil, 1991) é artista da dança, bacharel e mestre em ciências sociais, interessada no corpo como experiência de encontro e espaço de invenção de liberdades. Em sua prática artística, articula as formações em dança, antropologia e filosofia política. Seu trabalho é tecido a partir do pensamento libertário, dos saberes transatlânticos de resistência e invenção, e  de cosmogonias afrodiaspóricas. Suas criações espiralam em torno de memórias encorpadas, éticas do escape, atravessamentos e afetos como invenções de outros possíveis. Desde 2017, vive e trabalha de Lisboa, como criadora independente e com o c.e.m – centro em movimento. Criou Escavação (instalação em dança, 2019),  Cartas Adiadas (videodança, 2021), O Nome Mais Belo do Medo (2022) e Paragem: Passagem (dança em trânsito, 2024). Também é autora de livros em arte-educação e antropologia e arte, e colabora com corpopensamento em criações de artistas nas áreas de performance, teatro e música.
+ oasofia.wixsite.com/sofiao

foto: Clara Bevilaqua

 

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To practice dance as an experience of being together and as a space for imagining other possibilities.

Dancing traverses and connects us (and not only among ourselves, humans and more-than-humans who share this here and now which, in this case, will be c.e.m`s studio).

How can we continue to nurture our existences, inventing lives in the “impossible” (planet Earth, 2026)?

We practice the possibility of being danced and also the possibilities of refusing and insisting. To shuffle plans, to stir up settlements, to trust in mysteries: this continuous ethical exercise of insisting on life and on nurturing vitalities.

 

Sofia Ó (São Paulo, Brazil, 1991) is a dance artist with a bachelor’s and master’s degree in social sciences, interested in the body as an experience of encounter and a space for the invention of freedoms. In her artistic practice, she articulates her training in dance, anthropology, and political philosophy. Her work is woven from libertarian thought, transatlantic knowledge of resistance and invention, and Afro-diasporic cosmogonies. Her creations spiral around embodied memories, ethics of escape, crossings, and affects as inventions of other possibilities. Since 2017, she has lived and worked in Lisbon as an independent creator and with c.e.m – centro em movimento. She created Escavação (dance installation, 2019), Cartas Adiadas (video dance, 2021), O Nome Mais Belo do Medo (2022), and Paragem: Passagem (dance in transit, 2024). She is also the author of books on art education and anthropology and art, and collaborates with Corpopensamento on artists’ creations in the areas of performance, theater, and music.
+ oasofia.wixsite.com/sofiao

photo: Clara Bevilaqua

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