c.e.m

Programa

Risco da Dança

Risco da Dança

Risco da Dança

Práticas intensivas em estudos do Movimento/Dança e em criação artística em espaço Comum

Risco da Dança  começa a 7 de outubro a 20 dezembro, a FIA a 6 de janeiro a fim de abril e a DEMORA inicio de abril e escorre até ao Pedras, que este ano vai ser de 6 a 12 de julho


O Risco da Dança nasce do desejo de adensar que Corpo vai sendo este que se afina no estado de dança.

O Risco da Dança é fisicalidade, é atrevimento, é acção, é ritmo diário experienciado num Corpo que é matéria, atmosfera, pensamento, vivência, mundo.

O c.e.m- centro em movimento tem dedicado a sua existência à investigação nos estudos do Corpo e do Movimento e o encontro com o desconhecido, com o grande Nada, tem vindo a intensificar-se.

Não se é Corpo sózinho! A caminhada lado-a-lado entre cada investigador do c.e.m é preciosa e fundamental no apuramento de cada passo e da sinfonia de passos que se vai fazendo presente.

Não nos interessam fórmulas, nem metodologias fechadas, nem o snobismo do “já sei”.

A arrogância da reivindicação de um lugar de pertença que se chame “dança” impossibilita a liquidez da experiência da dança enquanto poesia do gesto que só nasce na experiência de viver-com, cada dia.

É preciso caminhar para caminhar, perguntar para perguntar, escrever para escrever, dançar para dançar, existir para existir…é isso que somos e fazemos cada dia.

É impressionante a velocidade com que nós humanos passamos de uma descoberta, uma inclinação, um sopro, um desassossego para uma “certeza” banalizada e desprovida de vibração.

É impressionante a quantidade de discursos em torno de Corpo que nunca se permitiram deformar, nascer, pulsar. É impressionante o quanto se diz Corpo sem ir sendo Corpo.

Com certeza não trazemos com o Risco da Dança a solução para estas insistências do comportamento humano, mas trazemos o rigor da prática diária de ir sendo Corpo.

Presente de segunda a sexta feira o Risco da Dança exercita práticas diárias em estudos do corpo e do movimento entre as 11 e a uma da tarde (corpo acontecimento, corpo dinâmico-corpo flutuante, vertical, corpo paisagem, dança em corpo com os investigadores-coração do c.e.m como Sofia Neuparth, Peter Michael Dietz, Mariana Lemos, Valentina Parravicini, Inês Ferreira, Margarida Agostinho e convidados pontuais ), e encontros de criação em espaço comum a que chamámos o Pátio-como viver juntos mais que um? e que decorrem entre as 2 e as 5 da tarde de segunda a quinta feira.

Às sextas feiras, no período da tarde, terão lugar encontros com a cidade, práticas com pessoas e lugares, que constituem uma paisagem importante da programação do c.e.m.

As candidaturas para o Risco da Dança integram o processo de candidatura para tempo de mergulho.

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