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Programa

Risco da Dança | PRÁTICAS DE CORPO

Risco da Dança | PRÁTICAS DE CORPO

O RISCO DA DANÇA integra um novo acesso à investigação/formação/experimentação com o cem a que chamámos o TEMPO DE MERGULHO

O RISCO DA DANÇA DECORRE ATÉ 21 DE DEZEMBRO e conta com Sofia Neuparth, Margarida Agostinho, Peter Michael Dietz, Mariana Lemos, Valentina Parravicini, Julia Salem/Peti Costa e Sofia Dias

Semana 8 a 12 Outubro:
Sofia Neuparth e Margarida Agostinho

Semana 15 a 19 Outubro:
2a e 5a Valentina Parravicini
3a, 4a e 6a Peter Michael Dietz

Semana 22 a 26 Outubro e Semana de 29 Outubro a 2 Novembro:
2a Valentina Parravicini
3a e 5a Mariana Lemos
4a e 6a Peter Michael Dietz

Sofia Neuparth
Práticas de Criar Corpo com o Risco da Dança
O corpo que vamos sendo é um mistério, um segredo, que insiste em contar histórias das suas vivências na aventura de existir. Se uma cadeira só pode ser uma cadeira enquanto for praticando ser cadeira, se uma bola não pode ser bola se não insistir em nutrir os movimentos que fazem de si bola, se um osso não pode ser osso se não for dançando as tensões-vibrações que o fazem ser osso…talvez esteja aberta a possibilidade de investigar dançando a complexidade de movimento que esse corpo vai sendo sem o dissecar e espalhar pedaços isolados para análise. O corpo que vamos sendo não é um ajuntamento de partes com um sopro de “vida” Frankensteiniano. O corpo que vamos sendo é documento de movimento.
Os tecidos e órgãos conversam com os sonhos e desejos, o corpo que vamos sendo gera espaço e é gerado pelo espaço apurando-se no deslizar corpo-mundo. A fáscia não existe isolada, é o “entre” fisicalizado, os ossos flutuam numa trama translúcida dedicada a ouvir tensão/integração deslizando, envolvendo, atravessando. Convido a escutar por onde passa movimento, por onde o movimento pode estar impedido de passar impedindo o gesto…a saborear o nascer de cada curva, ruga, espiral. Convido a dançar o encontro de mim em mim, de mim em outro, de outro em mim…entre a pele do corpo que vai sendo corpo e a pele do chão que vai sendo chão ondula a fluidez do encontro.

Margarida Agostinho
Corpo-Escrita
Escrever como acção e gesto continuado. Escrever ao correr da pena, num estado de atenção generosa como possibilidade de embalo corpo-mundo que talvez descubra/destape questões de adentramento de quem vamos sendo enquanto corpo-existência.

Mariana Lemos
O que pode o encontro?
Práticas de pesquisa em dança, música e movimento
* Estas práticas serão acompanhadas de uma pesquisa de escuta, improvisação e criação – em som e movimento -, que está a ser desenvolvida na companhia-parceria do corpo- guitarra de Thiago Righi.

Os corpos chegam um-a-um. Às vezes em bando, às vezes em silêncio, distraídos… em estado de pergunta, escuta. O espaço da sala branca acolhe as presenças dando suporte… o chão, as paredes, um abraço. As janelas deixam entrar a rua, as portas abertas, a luz de Lisboa. Que melodias, que pulsações trazes contigo hoje? O convite é para praticarmos a criação do encontro em dança, através de uma pesquisa acompanhada de muita música.
Uma escuta que permite ouvir, transformar, considerar e compor juntos em cada encontro. Uma música aberta, uma dança aberta. Provocar um alinhamento das disponibilidades em corpo, considerando um caminho onde a arte é capaz de despertar e nutrir. É uma prática de afinação de corpos curiosos, escutantes, atrevidos. Em movimento, criar o encontro desde diferentes acessos. Um corpo singular em constante crescimento e transformação. Um coletivo sempre novo. Qual é a camada do trabalho que eu posso acompanhar hoje? O embalo, a bacia, o outro, o chão, a parede, o beijo, o mistério, o toque e a espiral, sempre a espiralar…

*O Thiago Righi é, antes de tudo, um curioso. Artista interdisciplinar, é músico, compositor
e historiador; é também fotógrafo (quando pode). Transita entre os universos da música
instrumental, da improvisação, da canção popular, das bandas sonoras e da dança. Nas
horas vagas, estuda. É, pois, bacharel em Música Popular (UNICAMP-BR) e História (USP-BR),
especializou-se em Música Contemporânea e Improvisada no Centre des Musiques Didier
Lockwood (França) e é mestrando em Culturas e Identidades Brasileiras pelo IEB-USP(BR).
Entre carreira solo e grupos dos quais fez parte, tem seu trabalho registrado em 6 CDs e,
além de importantes festivais (Cascavel Jazz Festival, Brasil Instrumental) e palcos no Brasil,
tocou na Itália, na Grécia, na França (Cosmo Jazz Festival) e na Suíça. Enquanto sideman
acompanhou artistas como Filipe Catto e Elza Soares. Durante o primeiro semestre de 2018
ministrou cursos e masterclasses (Portugal e França), shows e uma residência artística em
Lisboa. Desde então, vive e trabalha entre Brasil e Portugal.

Peter Michael Dietz
Trimming the akwardness
sessions of taking a new breath in relation to our body and time…
Being involved with testing our capacity of challenging the known as the unknown…dance…

Valentina Parravicini

CORPO. ESPAÇO. PRESENÇA – texturas

Enquanto criadora considero corpo, espaço e presença como os núcleos à volta dos quais se adensa a minha pesquisa.Afinar o corpo na percepção das relações que estabelece com o espaço. Trabalhar a ligação entre as periferias – espaços de sensibilidade, lugares de contacto entre o eu e o outro e o eu e o mundo, lugares do desejo- e os centros do movimento – físicos, emocionais e conceptuais.

Assumir a organização do espaço – tanto do espaço do corpo quanto do espaço onde o corpo se encontra – como elemento estruturante do movimento.

Observar a presença como uma composição das relações espaciais, temporais e afetivas que atravessamos em estado de dança.

Que texturas assume o movimento? Como podemos saborear estas texturas?

Valor: