c.e.m

O risco da dança

O risco da dança

Curso intensivo de Formação e Criação nos estudos do Corpo e do Movimento.

 

De 01 de Outubro 2018 a 31 de Janeiro 2019

 

Apresentação

o risco da dança nasce do desejo de adensar que Corpo vai sendo este que se afina no estado de dança.

o risco da dança é fisicalidade, é atrevimento, é acção, é ritmo diário experienciado num Corpo que é matéria, atmosfera, pensamento, vivência, mundo.

O c.e.m- centro em movimento tem dedicado a sua existência à investigação nos estudos do Corpo, do Movimento e do Comum e o rigor do encontro com o desconhecido, com o grande Nada, com o que o Corpo pode tem vindo a intensificar-se.

Não se é Corpo sózinho! A caminhada lado-a-lado entre cada investigador do c.e.m é preciosa e fundamental no apuramento de cada passo e da sinfonia de passos que se vai fazendo presente.

Não nos interessam fórmulas, nem metodologias fechadas, nem o snobismo do “já sei”.

A arrogância da reivindicação de um lugar de pertença que se chame “dança” impossibilita a liquidez da experiência da dança enquanto poesia do gesto que só nasce na experiência de viver-com, cada dia.

É preciso caminhar para caminhar, perguntar para perguntar, escrever para escrever, dançar para dançar, existir para existir…é isso que somos e fazemos cada dia.

É impressionante a velocidade com que nós humanos passamos de uma descoberta, uma inclinação, um sopro, um desassossego para uma “certeza” banalizada e desprovida de vibração.

É impressionante a quantidade de discursos em torno de Corpo que nunca se permitiram deformar, nascer, pulsar. É impressionante o quanto se diz Corpo sem ir sendo Corpo.

Com certeza não trazemos com o risco da dança a solução para estas insistências do comportamento humano, mas trazemos o rigor da prática diária de ir sendo Corpo.

 

 

Como será o dia-a-dia de o risco da dança?

Presente de segunda a sexta feira o risco da dança exercita práticas diárias em estudos do corpo e do movimento entre as 11 e a uma da tarde (corpo acontecimento, corpo dinâmico-corpo flutuante, vertical, corpo paisagem, dança em corpo), e sessões diárias de acompanhamento do corpo e do movimento em criação (o nascer do gesto, a fisicalidade da dança, a presença corpo-mundo, a comunicação) entre a uma e meia e as 4 e meia da tarde. Às sextas feiras, no período da tarde, terão lugar encontros com a cidade que constituem uma paisagem importante da programação do c.e.m.

Quem integrar o risco da dança terá acesso às práticas diárias de investigação a que o c.e.m se dedica como os grupos de estudo, conversas e espaço experimental que decorrem fora do tempo de risco.

 

Quando vai acontecer o risco da dança?

o risco da dança vai começar a 1 de outubro de 2018 e terminar a 31 de janeiro de 2019 com pausa entre 22 de Dezembro e 6 de Janeiro.

 

Quanto custa o risco da dança?

Tem um custo global de 900€ sendo o pagamento efectuado da seguinte forma: 120€ pagos até, no máximo, um mês a seguir à data de comunicação de integração no risco (19 de junho) e os restantes 780€ durante a primeira semana de risco(entre 1 e 5 de outubro). Caso o pagamento integral não esteja efectuado atá ao final da primeira semana os 120€ iniciais serão considerados como “inscrição” e o riscador terá que pagar os 900€ na integra.

 

Como se processa a candidatura para o risco da dança?

As candidaturas decorrem de 5 de março a 15 de junho de 2018 com comunicação do ajuntamento que integrará a nova temporada do risco da dança no dia 19 de junho. Tal como em todas as candidaturas que o c.e.m lança, serão candidaturas conversadas.

Para dar início ao processo de candidatura é necessário enviar os seguintes exercícios:

  • um escrito que se demore em “o que nos move” para integrar o risco da dança.
  • uma possível história de vida.
  • um documento (em audio, escrita ou video) que traga questões presentes no processo de formação e criação

 

Será necessária também a apresentação de um CV.

O material deve ser enviado para os seguintes mails: sofianeuparth@gmail.com, cem@c-e-m.org, marianachristlemos@gmail.com

Quem serão os orientadores de o risco da dança e que matérias irão trabalhar?

Os orientadores-base de o risco da dança serão Sofia Neuparth, Mariana Lemos e Peter Michael Dietz. A colaboração de Margarida Agostinho (também orientadora-base) estará centrada no acompanhamento da criação em dança (sessões da tarde).

A especifidade de cada proposta emerge da pulsação singular da investigação de cada orientador. Aqui estão algumas linhas sobre os orientadores-base do risco da dança e suas práticas:

Sofia Neuparth- Investigadora, criadora e professora nos estudos do Corpo e do Movimento desde o início dos anos 80, co-criou o c.e.m-centro em movimento no final dessa década.

-“práticas de criar corpo acontecimento” e “vertical”- São trabalhos distintos que se dedicam ao estudo do movimento que se vai fazendo corpo e, assim, ao nascer do gesto. Sempre atentos ao atravessamento Corpo-Mundo, o primeiro escuta esse contínuo nascer demorando-se no encontro entre Corpo e Terra (chão) e o segundo nas contínuas reconfigurações do “fumo do corpo” no encontro com a verticalidade.

-”acompanhamento do corpo e do movimento em criação” – Um lado-a-lado que se faz fala, que se faz dança, trazendo ao encontro a afinação das questões, das gestualidades, das escolhas que os corpos em criação se permitem destapar.

Mariana Lemos- Professora de dança apaixonada, com experiência diversa de grupos, idades e contextos sociais, bailarina e activista feminista, integra o c.e.m desde 2004.

 “Corpo, Dança e Movimento Contemporâneo”-Estas aulas são um convite para criar em coletivo um trabalho de descoberta e potencialização dos gestos de cada um. Uma aula é um espaço de criação e cada sessão se completa no momento em que acontece. Espiralar, rodopiar, deslizar, segurar, suportar, abrir, fechar, repousar, aninhar, comprimir, expandir, deslocar, dobrar, esticar, arquear…

-”acompanhamento do corpo e do movimento em criação” – “Corpo aprendendo a criar”

Um convite para trabalhar em coletivo as singularidades, implicadas na construção em dança, do corpo que aprende a criar. Um espaço fértil de presenças cheias de com-paixão e desejo. (A)Riscando um caminho para a autonomia de cada uma-um e aceitando a selvageria do gesto poético. Mergulhar.

 

Peter Michael Dietz- Activo no campo performativo desde 1985 investiga desde então o corpo em movimento e a dança gerando continuamente práticas singulares que têm nutrido percursos profissionais nas artes performativas pelo mundo fora. Integrou o nascimento do c.e.m com quem caminha ritmadamente desde então.

“Corpo dinâmico/ Corpo flutuante” – Trabalhos que investem no conhecimento profundo da fisicalidade e no atrevimento à dança, o primeiro consiste em práticas que estudam as principais linhas de como articular e reciclar energia e força, e o segundo propõe uma abertura a outros campos do saber confiantes na incrível criatividade de letting go e de alterar o óbvio.

-”acompanhamento do corpo e do movimento em criação” sessões de criação em dança a partir do estudo do movimento na continuidade das práticas da manhã.

  Margarida Agostinho-Investigadora nos estudos do Corpo e do Movimento essencialmente a partir da escrita, integra o coração do c.e.m-centro desde o início do ano 2000.

-”acompanhamento do corpo e do movimento em criação” – Uma presença atmosférica que não pretende julgar ou direccionar os corpos em criação mas devolver-lhes a sua própria qualidade de estar e de fazer.

 

NOTA IMPORTANTE SOBRE o risco da dança:

Haverá a possibilidade, discutida caso a caso tanto ao nível do desenho do programa como ao nível dos pagamentos a efectuar, de umaum riscador seguir estudando com o c.e.m frequentando a f.i.a e/ou a DEMORA (consultar apresentação desses programas)