c.e.m

O risco da dança

Risco da Dança      |       “scroll down for english”

Práticas intensivas em estudos do Movimento/Dança e em criação artística em espaço Comum

O Risco da Dança decorre nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro


O Risco da Dança nasce do desejo de adensar que Corpo vai sendo este que se afina no estado de dança.

O Risco da Dança é fisicalidade, é atrevimento, é acção, é ritmo diário experienciado num Corpo que é matéria, atmosfera, pensamento, vivência, mundo.

O c.e.m- centro em movimento tem dedicado a sua existência à investigação nos estudos do Corpo e do Movimento e o encontro com o desconhecido, com o grande Nada, tem vindo a intensificar-se.

Não se é Corpo sózinho! A caminhada lado-a-lado entre cada investigador do c.e.m é preciosa e fundamental no apuramento de cada passo e da sinfonia de passos que se vai fazendo presente.

Não nos interessam fórmulas, nem metodologias fechadas, nem o snobismo do “já sei”.

A arrogância da reivindicação de um lugar de pertença que se chame “dança” impossibilita a liquidez da experiência da dança enquanto poesia do gesto que só nasce na experiência de viver-com, cada dia.

É preciso caminhar para caminhar, perguntar para perguntar, escrever para escrever, dançar para dançar, existir para existir…é isso que somos e fazemos cada dia.

É impressionante a velocidade com que nós humanos passamos de uma descoberta, uma inclinação, um sopro, um desassossego para uma “certeza” banalizada e desprovida de vibração.

É impressionante a quantidade de discursos em torno de Corpo que nunca se permitiram deformar, nascer, pulsar. É impressionante o quanto se diz Corpo sem ir sendo Corpo.

Com certeza não trazemos com o Risco da Dança a solução para estas insistências do comportamento humano, mas trazemos o rigor da prática diária de ir sendo Corpo.

Presente de segunda a sexta feira o Risco da Dança exercita práticas diárias em estudos do corpo e do movimento entre as 11 e a uma da tarde (corpo acontecimento, corpo dinâmico-corpo flutuante, vertical, corpo paisagem, dança em corpo com os investigadores-coração do c.e.m como Sofia Neuparth, Peter Michael Dietz, Mariana Lemos, Valentina Parravicini, Inês Ferreira, Margarida Agostinho e convidados pontuais ), e encontros de criação em espaço comum a que chamámos o Pátio-como viver juntos mais que um? e que decorrem entre as 2 e as 5 da tarde de segunda a quinta feira.

Às sextas feiras, no período da tarde, terão lugar encontros com a cidade, práticas com pessoas e lugares, que constituem uma paisagem importante da programação do c.e.m.

As candidaturas para o Risco da Dança integram o processo de candidatura para tempo de mergulho.

 

—————————

The Risk of Dancing

Intensive practices in Movement / Dance studies and artistic creation in common space

The Risk of Dancing takes place in the months of October, November and December

The Risk of Dancing  emerges from the desire of considering what is this becoming Body that unfolds from tuning with the state of dance.

The Risk of Dancing  is physicality, it is daring, it is action, it is daily rhythm experienced in a Body that is matter, atmosphere, thought, experience, world.

c.e.m has dedicated its existence to the research in the studies of the Body, Movement and the Common through the encounter with the unknown, with the great Nothing that nourishes everything.

We can not be Body alone! The journey side-by-side between each c.e.m researcher is precious and fundamental in the tuning of each step and with the symphony of steps that is making itself present.

We are not interested in formulas, closed methodologies, or the snobbery of “I already know”.

The arrogance of claiming a place of belonging that is called “dance” inhibits the liquidity of the experience of dance as a poetry of the gesture that is born only in the experience of being-with, every day.

It is necessary to walk in order to walk, to ask in order to ask, to write in order to write, to dance in order to dance, to exist in order to exist … that is what we are and we do every day.

It is amazing how fast we humans go from a discovery, a tilt, a breath, a restlessness to a trivialized, “certainty” free from vibration.

It is impressive how many discourses around Body that were never allowed to move through deformation, through questioning. It’s amazing how much you say Body without being body.

We certainly do not bring with the Risk of Dancing the solution to these insistences of human behavior, but we bring the rigor of the daily practice of becoming Body.

Present from Monday to Friday the Risk of Dancing exercises daily practices in body and movement studies between 11 and 1 in the afternoon (body event, body dynamic-body floating, vertical, body landscape, dance in body with the core researchers of c.e.m such as Sofia Neuparth, Peter Michael Dietz, Mariana Lemos, Valentina Parravicini, Inês Ferreira or Margarida Agostinho and occasional guests), and creation meetings in common space that we called “Pátio-like living together more than one” which take place between 2 and 5 pm from Monday to Thursday.

On Fridays, in the afternoon, there will be encounters with the city, practices with people and places, which constitute an important landscape of the programming of c.e.m.

Applications for Risk of Dancing are part of the application process for time for diving.