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Pessoas do c.e.m

Sílvia Pinto Coelho

Sílvia Pinto Coelho, coreógrafa, bailarina e investigadora.

Desenvolve a sua actividade artística na área da dança desde 1996, tendo produzido, coreografado e participado em processos de pesquisa coreográfica, pedagogia e em filmes, com colaboradores de várias áreas.

Inicia a sua formação em dança na Academia de Bailado Clássico Pirmin Treku, no Porto, que frequenta de 1981 até 1993, ano em que se muda para Lisboa, durante o florescimento da Nova Dança Portuguesa, para se formar em Dança – ramo de espectáculo, na Escola Superior de Dança. Desde então, destaca a influência da formação e dos encontros felizes proporcionados pelo Curso de Intérpretes de Dança Contemporânea do Forum Dança (de 1997 a 1999), pelo c.e.m. em aulas regulares (desde 1997), pelos laboratórios da RE.AL/João Fiadeiro (desde 1999), e pelo percurso que fez, em Berlim, dentro e fora dos estúdios Tanzfabrik e K77, entre 2002 e 2005.

Apresenta peças suas em Portugal, em Espanha e na Alemanha, onde viveu três anos. Destacando, do seu trabalho coreográfico: Insectos, 1997; Corar, 1999; Instalação Para Tanque Circular, 1999; Capítulo da Indiferença ou Algo Semelhante, 2000; Kula, 2004, juntamente com Anka Baier e Gyuri Barkoczi; Einzimmerwohnung, 2005; Süss, 2007; DOCE, 2008; Un Femme, 2009; Aprés 7 Ans de Malheures, Elle Brisa Son Miroir, 2011; Sopro, 2013; e Capricho#2, Outra Coisa, 2017, com Daniel Pizamiglio.

É bailarina na peça Minimally Invasive, Paulo Henrique, 1999, em B-File, Paulo Castro 2004/2007, no projecto de pesquisa e na peça Vende-se País Solarengo com Vista Para o Mar, Cláudia Dias 2009/2010, no elenco da peça Homem Feito, Lígia Soares e Andresa Soares, 2010, em O Homem e o Urso de Lígia Soares, 2011, e Nem Tudo o Que Fazemos Tem de Ser Dito… Cláudia Dias, 2013. Faz a assistência dramatúrgica de Sabotage, Lígia Soares, Miguel Castro Caldas, 2015, e de O Esplêndido, Andresa Soares, 2014.

Participa em diversos encontros sobre arte e política, em mostras informais: AND_Lab, MIMAP, dia mundial da dança, festival Lupa, festival danço e Maratona Douda Correria, destacando a apresentação dos trabalhos, The Awereness Trap, 2007, Lume Brando com Elena Castilla, 2008, De Fantasmas e Parasitas, com Rita Lucas Coelho, 2010 e CAPRICHO #1, Corpo Organizado, 2015.

Tem-se debruçado sobre vários aspectos da dança contemporânea experimental de tradição europeia/americana, em especial pelos processos de composição e de improvisação, que são também tema das teses de mestrado e de doutoramento.

Actualmente, lecciona o seminário de Dança em Contexto, como professora auxiliar convidada no Mestrado de Artes Cénicas, FCSH-NOVA, Práticas de Dança no c.e.m. e Práticas de Atenção no AND_Lab, em colaboração com a antropóloga Fernanda Eugénio. É também investigadora do CIC.Digital (FCSH); doutorada e mestre em Ciências da Comunicação (FCSH); licenciada em Antropologia (FCSH) e Bacharel em Dança (ESD).

A tese «CORPO, IMAGEM e PENSAMENTO COREOGRÁFICO, Da Pesquisa Coreográfica Contemporânea Enquanto Discurso: Os Exemplos de Lisa Nelson, Mark Tompkins, Olga Mesa e João Fiadeiro» (2016) e outros textos, estão disponíveis online.