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Pessoas do c.e.m

Mariana Lemos

Artista da dança, bailarina, produtora, professora e criadora com experiência de trabalho regular entre Brasil e Portugal há mais de 15 anos. Em 2018 é orientadora da formação internacional o “Risco da dança” (do c.e.m -centro em movimento) ao lado de Sofia Neuparth e Peter Michael Dietz. Recentemente foi bolsista da FCG- Fundação Calouste Gulbenkian no Curso de Comunicação das Artes do Corpo, na PUC/SP/Brasil sob orientação de Christine Greiner (2013/14). É Mestre em Metodologias do ensino da Dança pela ESD – Escola Superior de Dança de Lisboa (2011). Licenciada em Dança pela UNICAMP/ Brasil (2002) onde trabalhou com Holly Cavrel e a Cia Domínio Público (2002-2004). Desde 2004 faz parte da equipa de fundo do c.e.m e destaca a orientação permanente e o acompanhamento por parte de Sofia Neuparth, com quem vem estudando e criando desde a chegada em Portugal. Outro artista fundamental no seu crescimento é Peter Michael Dietz. No c.e.m, estudou com muito entusiasmo com Luz da Câmara, Yola Pinto e Ainhoa Vidal e vem aprendendo com Cristina Vilhena. Como parte do seu percurso por dentro da criação de projetos e camadas de trabalho destaca o Projeto Ir (2005) que foi ao longo de oito anos um trabalho de corpo, dança e investigação artística no contexto da prostituição e rua, junto de mulheres trabalhadoras do sexo no Intendente, que deu abertura ao nascimento de várias propostas, entre elas a criação do CRU, solo de dança em desenvolvimento desde 2009. Como intérprete-criadora sublinha a experiência performativa com a Karnart, sob a direção de Luís Castro onde participou na perfinst premiada “Húmus” (2010) e em “Petróleo”(2014). Com a coreógrafa Madalena Vitorino colaborou na exposição “Uma carta coreográfica” 2009 e em 2011 na performance Formosas para o Festival TODOS. Para o festival BI Intendente em 2015 criou o dueto Beatriz, com Mariana Viana e orientação de Sofia Neuparth, dançado no bairro em homenagem ás pessoas com quem trabalhou e conheceu na Casa dos Amigos do Minho, uma coletividade que está a desaparecer do Intendente em 2018. Como professora colabora com a EPI – Escola Profissional de Imagem (jovens em formação de atores entre os 15 e os 18 anos) desde 2015, sob a coordenação pedagógica e acompanhamento de Cristina Cavalinhos. Recentemente desenvolveu a formação profissional “Corpo Oriental” ao longo de três anos com Iris Lican e Baltazar Molina, junto de professoras de dança oriental. Também fez parte da criação da plataforma RED – Revoluções em Dança (2010) que relacionava feminismos e arte e realizou oficinas e encontros em Portugal. É colaboradora do Serviço educativo da Culturgest desde 2007 criando pontualmente visitas guiadas e oficinas para crianças e neste contexto também criou ao lado de Joana Ratão uma visita guiada performativa para a exposição  “A partir do Surrealismo”, da Fundação Millenium BCP, em 2017. Em 2016, juntamente com Sara Jaleco, Lysandra Domigues e outros jovens artistas cria a LAGOA, um coletivo de artistas em rede que nasce como espaço colaborativo e afetivo de acompanhamento de percursos. Com a LAGOA, dirige e produz uma primeira criação coletiva, o MUTIRÃO, que estreou e é co-produzido pela Culturgest/Fundação Caixa Geral de Depósitos em Junho de 2017, com encenação de Ainhoa Vidal e apoio da GDA – Gestão dos direitos dos artistas. No contexto da Lagoa, acompanha o percurso artístico de Clara Bevilaqua e Guilherme Calegari, na difusão e produção do espetáculo-instalação para bebés e famílias “Conversas de Corpo” em cartaz no Teatro da Trindade até Março de 2018.

https://corporesistentenaurbe.wordpress.com/